Enquanto todos saem de férias…

Voltarei agora, no fim do ano, a escrever por aqui. Monografia já apresentada, bacharelado encaminhado, contas de fim de ano pagas… Agora sim, o Outra Página vai voltar a funcionar.

Apesar do post da Maria Gadu ter rendido mais do que eu imaginava, as estátisticas do WordPress indicam que ainda tem gente lendo isso aqui. Obrigado pela fidelidade (?!) internauta amigo!

Aos poucos, mais posts aparecerão etc.

Ah! Feliz Natal!

: )

#monografia, ainda

Para dar o ar da graça por aqui e avisar aos possíveis leitores – mesmo sabendo que pelo menos 25 das (média) 30 visitas diárias acusadas pelo WordPress são por outro motivo – que a monografia ainda me incomoda, e que o blog não anda abandonado. Mesmo com assuntos tão pertinentes quicando, não tenho tido tempo para reflexões mais profundas a respeito destes.

Assim que eu me livrar da sina do bacharelado, dou uma atenção pra cá. Planejo até umas mudanças! Pintar uma parede, colocar gesso no teto… Veremos.

Aos  interessados, versão de 140 caracteres aqui – lá é mamata atualizar.

 

Como fazer um filme cult

Eu descobri esse vídeo por acaso, sem muitas pretensões. Eu não acho que o Kibeloco seja tão engraçado como pregam, mas ele já esteve lá também.

Em tempos de filme iraniano preto-e-branco sem legenda serem a salvação do cinema atual, um filme caseiro muito bom sobre o assunto.

#monografia

As atividades aqui entrarão em processo de lentidão: estou no processo de redação de uma monografia – e quem já fez uma sabe que exige um certo tempo.

Por isso, os posts aqui vão rarear por um tempo. O que também não quer dizer que sumirão por completo: ainda tem tirinha quinta-feira e quando for pertinente o assunto vou tentar não passar batido.

Por outro lado, é possível me achar no Twitter, visto que o processo  lá é mais rápido e exige menos concentração – e caracteres – para postagens.

: )

“A Bravo! é, na verdade, um agendão”

No post retrasado eu tinha “avisado” sobre a VIII Semana do Jornalismo da Ufsc.

Estive lá, esporadicamente, ao longo da semana passada, mas em especial pude acompanhar a mesa redonda, mediada pela prof. Raquel Wandelli (ex aluna do curso da Ufsc, mas atualmente professora na Unisul) que tratava de “Cultura e Inovação – os novos olhares da imprensa sobre o universo cultural”.

Foram convidados para a mesa Lao de Andrade, jornalista e diretor da série Globo Educação, foi também diretor de programas no Futura; Helena Aragão jornalista e editora do portal colaborativo Overmundo; Israel do Vale jornalista e produtor musical e Manuel de Lima, poeta e crítico literário, o único não graduado em jornalismo da mesa.

Admito que a idéia de um debate sobre o marasmo que é o jornalismo cultural do Brasil me prendeu algumas horas no auditório do Básico, na última terça-feira. O tema, que muito me interessa, é em geral debatido com certo teleologismo no Brasil: sabe-se que o jabá determina qual o artista/peça/livro/afins que vai aparecer na mídia, seja recebendo uma crítica ou um aplauso de um crítico que, muitas vezes, não sabe o que está fazendo.

O debate não gravitou apenas sobre este tópico, para minha felicidade. Na verdade, todos os convidados da mesa chegaram ao ponto comum de que o jornalismo cultural no Brasil é, basicamente, uma série de resenhas amargas ou agendas de entretenimento – como bem frisou Manuel de Lima, talvez o mais ácido dos convidados, “a Bravo! é, na verdade, um agendão!”. Porém, além deste ponto comum, um outro em especial, dividiu as opiniões: jornalismo cultural não deve falar apenas sobre eventos culturais – sejam lançamentos de livros ou shows em boates badaladas. Lao de Andrade foi bastante feliz lembrando da contribuição de Regina Casé com a sua proposta de jornalismo cultural televisivo bastante inovadora – só o programa Um Pé de Quê?, parte da grae do canal Futura,  já alcançou mais de cem episódios.

Esta preocupação dos debatores com o formato e o modo como é tratado o jornalism cultural no Brasil me deixou bastante feliz com o que pode acontecer de bom no jornalismo de cultura no Brasil. Deixei o auditório do CCE com uma certa sensação de alívio.

Ainda mais aliviado fiquei ao ver esta entrevista, que segue abaixo, com Pedro Alexandre Sanches, da Folha, para o canal do Radiola, no Youtube. Para quem achava que todos os críticos do país estavam fadados à completa cegueira, uma luz.

Em tempo: Helena Aragão deixou uns marca-páginas do Livreiro no auditório do CCE na última terça. O site, a princípio parece um possível concorrente para o Skoob. Assim que eu puder, dou uma fuçada e coloco uma comparação breve por aqui.

Em tempo2: por que raios nunca dediquei espaço ao Overmundo, aqui?

Quinta da tirinha!

O nome do cara, no título, é RichardThere e possivelmente este não é o sobrenome do artista. Ele não trabalha apenas com quadrinhos, mas também faz algumas ilustrações bárbaras.  O endereço de Are We Not Men? segue aqui. Dica da Camila.

youngshame

VIII Semana de Jornalismo da UFSC

Semana que vem, porém com inscrições para mini-cursos a partir de amanhã, as 10:00. Programação bem legal, incluindo Marcelo Rubens Paiva na abertura.

Programação completa aqui.

Dica esperta para jornalistas que ainda acreditam nesta coisa arcaica chamada diploma.

Partitura

O fotógrafo Paulo Pinto, do Estadão, teve a idéia de retratar pássaros em fios da rede elétrica. Fez o que já dizia aquela música do Secos e Molhados:

Nos fios tensos
Da pauta de metal
As andorinhas gritam;
Por falta de uma clave
de sol

Assim, o músico Jarbas Agnelli transcreveu a foto. Segue abaixo a mesma abaixo,  retirada do site do Estadão.

partitura

O resultado pode ser conferido neste link. Genial.

“Ou ficar a pátria livre…”

Um conto.

Um menino, de família pouco abastada, classe média, corre feliz pelas ruas com a sua última mesada. Decide gastá-la toda em um shopping, que fica próximo da sua casa. Sem saber no que exatamente gastar o montante (e sabendo que só receberá outro no próximo mês) encontra-se agora, no sagüão do shopping, com uma dúvida cruel: comprar alguns livros ou uma televisão?

Entrevista: André Dahmer

Eu já me declarei fã dos Malvados há muito tempo.  Dahmer tem se provado um mar de bom senso para uma geração carente de bons artistas (ou com artistas medíocres em sobra).

Vagando pela net achei esta belíssima entrevista com o quadrinista, no Youtube. Eu, que nunca tinha ouvido a voz de Dahmer, achei a sensação bastante estranha: é engraçado escutar a voz de alguem cuja relação está basada em textos e ilustrações. Na entrevista, um Dahmer muito diferente do que os leitores costumam encontrar por detrás do quadrinista/pintor, mas ainda sim, um cara bastante simpático – apesar da clara timidez, apontada por nunca olhar diretamente para a câmera – e com idéias muito boas.

Segue a entrevista, uma conversa rápida, com André Dahmer, no momento do lançamento do seu último livro, A Cabeça é a Ilha. Créditos para Cleiner Micceno.

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